“A vida implica muita dor, e a única dor que podemos evitar é provavelmente a que resulta de tentar evitar a dor.”
R.D. Laing
R.D. Laing
sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
RTP 2
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Os tomates

Encontrei o pai da P.V.L. duas ou três vezes na vida. Um mulato bem-apessoado, alto e enxuto, com discursos de grande senhor. Honestidade; a sua maior virtude, o lema da sua vida.
Achei-o bonito e não pensei mais nele. Mas o L. dizia-me sempre: - Vês? Repara como as pessoas se gabam das exactas virtudes que não possuem!
Ao que parece o homem tinha feito fortuna com esquemas obscuros de vigarices e diamantes. Segundo o L. era um dos maiores vigarista à face da terra. Como é que podia falar de honestidade? Como?
Eu calava-me. Pensava: L., meu querido, o que tu não vês é que fazes exactamente o mesmo. Gabas-te do teu código de conduta, consideras-te uma pessoa correcta e, no fim de contas, és capaz dos actos mais vis!
Isto foi há muitos anos, quando eu era adolescente, numa outra vida, portanto.
Hoje lembrei-me desta história por causa de uma situação mais recente.
Há três ou quatro anos, conheci um senhor por quem me apaixonei. Um homem que se gabava de ter tomates! Qualquer pretexto lhe servia para dizer: Eu ponho os tomates em cima da mesa! Eu vou à luta!
Bonito. Como poderia não me apaixonar? Um homem com tomates, o sonho de qualquer mulher…
No início da nossa relação, lembro-me de ter comentado com uma amiga certas atitudes dele que me pareciam estranhas. – Ele é casado! - disse a minha amiga.
- Não, nem pensar! Se fosse casado dizia-me. Ele, logo ele, punha os tomates em cima da mesa e dizia!
Fomos jantar, eu e ele, o homem dos tomates. Lembro-me tão bem. Lembro-me do restaurante, da mesa em que ficamos, do que comemos e bebemos… Lembro-me da conversa.
Eu – Qual é o meu papel na tua vida?
Ele: - O teu!
Eu: - Boa resposta! É sonante, fica bem, e não significa nada. Vamos tentar outra vez: qual é o meu papel na tua vida?
Confrontado, ele dispôs-se a contar-me uma “panóplia” (foi a palavra que usou) de coisas sobre a vida dele. Falou, falou e falou, não se calava. Na torrente de palavras com que me inundou, mencionou um casamento, um projecto de divórcio, e muitas outras coisas, tantas que não as retive.
Nessa altura tive mais que pensar (dar-lhe com os pés ou continuar com aquele amor estéril) mas, mais tarde, lembrei-me da teoria do L.: onde é que estavam os tomates daquele homem? Só os tinha posto “em cima da mesa” quando eu o forcei a desvendar o jogo. Merda para os homens e mais os seus tomates!
Achei-o bonito e não pensei mais nele. Mas o L. dizia-me sempre: - Vês? Repara como as pessoas se gabam das exactas virtudes que não possuem!
Ao que parece o homem tinha feito fortuna com esquemas obscuros de vigarices e diamantes. Segundo o L. era um dos maiores vigarista à face da terra. Como é que podia falar de honestidade? Como?
Eu calava-me. Pensava: L., meu querido, o que tu não vês é que fazes exactamente o mesmo. Gabas-te do teu código de conduta, consideras-te uma pessoa correcta e, no fim de contas, és capaz dos actos mais vis!
Isto foi há muitos anos, quando eu era adolescente, numa outra vida, portanto.
Hoje lembrei-me desta história por causa de uma situação mais recente.
Há três ou quatro anos, conheci um senhor por quem me apaixonei. Um homem que se gabava de ter tomates! Qualquer pretexto lhe servia para dizer: Eu ponho os tomates em cima da mesa! Eu vou à luta!
Bonito. Como poderia não me apaixonar? Um homem com tomates, o sonho de qualquer mulher…
No início da nossa relação, lembro-me de ter comentado com uma amiga certas atitudes dele que me pareciam estranhas. – Ele é casado! - disse a minha amiga.
- Não, nem pensar! Se fosse casado dizia-me. Ele, logo ele, punha os tomates em cima da mesa e dizia!
Fomos jantar, eu e ele, o homem dos tomates. Lembro-me tão bem. Lembro-me do restaurante, da mesa em que ficamos, do que comemos e bebemos… Lembro-me da conversa.
Eu – Qual é o meu papel na tua vida?
Ele: - O teu!
Eu: - Boa resposta! É sonante, fica bem, e não significa nada. Vamos tentar outra vez: qual é o meu papel na tua vida?
Confrontado, ele dispôs-se a contar-me uma “panóplia” (foi a palavra que usou) de coisas sobre a vida dele. Falou, falou e falou, não se calava. Na torrente de palavras com que me inundou, mencionou um casamento, um projecto de divórcio, e muitas outras coisas, tantas que não as retive.
Nessa altura tive mais que pensar (dar-lhe com os pés ou continuar com aquele amor estéril) mas, mais tarde, lembrei-me da teoria do L.: onde é que estavam os tomates daquele homem? Só os tinha posto “em cima da mesa” quando eu o forcei a desvendar o jogo. Merda para os homens e mais os seus tomates!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
WC Cavalheiros
Apesar da chuva, no meu blogue o Verão segue em força com uma selecção de vídeos muito especial... Viva o Verão!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
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