“A vida implica muita dor, e a única dor que podemos evitar é provavelmente a que resulta de tentar evitar a dor.”
R.D. Laing

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Homem que Amo

Ultimamente tenho sonhado com ele. Variam os cenários e enredos dos sonhos, mas é sempre o mesmo: ele, inalcansável; eu a tentar alcançá-lo.
Acordo dentro do sonho, sobressaltada. Acordo a chorar, ao nascer do dia. Levanto-me, dou duas ou três voltas pela casa, volto para a cama, tento dormir.
É difícil. Fico com a ideia dele entranhada na alma. Desassossego-me.
Hoje desisti de tentar adormecer e vim escrever. Tentar traduzir em palavras um amor. Como é que se faz isso? Como é que posso explicar que o amo como ele é? Que o conheço como as palmas das mãos?
Uma relação. Durou três ou quatro anos. Acabou.
Acaba sem raiva, sem zanga, sem desilusão. Só tristeza e dor.

2 comentários:

Isabela Figueiredo disse...

Não sei o que dizer. Mas se acaba com tristeza e dor, como pode acabar sem raiva, sem zanga? Não será um pouco contraditório?

Inês Grey disse...

Não, não há contradição. Aceitação, sim.