Era um casal muito pobre, muito pobre. Ele militar, ela doente crónica sabe-se lá de quê. Duas filhas para criar e o dinheiro ia todo para os medicamentos.
Viviam na penúria. Todos os tostões contados, todos os tostões poupados.
Cagavam à vez. Primeiro o pai, depois a mãe, depois as filhas, tivessem vontade ou não. Quando um cagava, cagavam todos. Assim só gastavam uma descarga do autoclismo.
As filhas cresceram, estudaram e formaram-se em medicina. Abriram uma clínica na cidade de T. e, dizem as más-línguas, o pai esperava à porta do consultório para controlar os doentes que saiam e o dinheiro que entrava.
Mas as más-línguas dizem tantas coisas. Dizem até que, naquele tempo era hábito os tios e primos mais endinheirados irem às sobrinhas, jovens mais necessitadas, em troca de umas amêndoas na Páscoa, uma lembrança no Natal e uns tostões para os alfinetes.
Viviam na penúria. Todos os tostões contados, todos os tostões poupados.
Cagavam à vez. Primeiro o pai, depois a mãe, depois as filhas, tivessem vontade ou não. Quando um cagava, cagavam todos. Assim só gastavam uma descarga do autoclismo.
As filhas cresceram, estudaram e formaram-se em medicina. Abriram uma clínica na cidade de T. e, dizem as más-línguas, o pai esperava à porta do consultório para controlar os doentes que saiam e o dinheiro que entrava.
Mas as más-línguas dizem tantas coisas. Dizem até que, naquele tempo era hábito os tios e primos mais endinheirados irem às sobrinhas, jovens mais necessitadas, em troca de umas amêndoas na Páscoa, uma lembrança no Natal e uns tostões para os alfinetes.
Os tostões cresceram para milhões. Compravam ouro, jóias, casacos de pele, toalhas de mesa bordadas, lençóis de linho e outras coisas que não usavam nunca. Continuavam a cagar à vez. Literalmente, acumulavam merda!
1 comentário:
Cagar à vez para aproveitar a mesma descarga é das coisas mais macabras e prosmíscuas que já ouvi.
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