Lembro-me do primeiro livro que li. Chamava-se “Noddy no País dos Brinquedos”. Foi escrito por uma senhora que muito amenizou as agruras da minha infância: Enid Blyton.
Lembro-me de o ler, é uma memória em segunda mão, mas lembro-me. O espanto, a felicidade de conseguir juntar as letras e formar palavras, de deixar de depender das minhas irmãs para me contarem histórias. Tinha acabado a primeira classe e já conseguia ler. A partir desse momento, nunca mais parei.
Não imagino como terias sido a minha vida se os livros não existissem. Quando as coisas estavam negras, quando as situações eram insuportáveis, os livros eram a portas para outros mundos, mundos onde os meus problemas não existiam, onde aconteciam aventuras, onde as histórias acabavam sempre bem.
Se é verdade que a história da minha vida dava um livro, ou mesmo dois ou três, é ainda mais verdade que não teria sobrevivido às histórias da minha vida se não tivesse livros para me consolarem e me transportarem para longe de mim.
Hoje, encontro nos livros personagens, histórias, imaginários, visões do mundo, mas, principalmente, o prazer de ler.
Recentemente uma amiga veio visitar-me e trouxe-me uma mala cheia de livros. É que morar no campo tem os seus inconvenientes, um deles é não ter uma biblioteca perto.
Para quem lê como eu – eu leio como respiro – é impossível pensar em comprar todos os livros que quero ler. Durante anos fui visita assídua da biblioteca mais próxima, agora, dependo dos amigos para me emprestarem livros.
Na mala estava um livro para crianças intitulado “Cão Cabeçudo” de Daniel Pennac. Adorei. Adorei a história, chorei que me fartei. Adorei a relação/visão do senhor Pennac com os cães.
No sábado passado, vim à cidade e uma amiga pediu-me que devolvesse à biblioteca uns livros que ela tinha trazido. Entre eles estava “A Fada Carabina” do senhor Pennac. A edição tinha na capa um desenho que lembrava as ilustrações dos livros infantis. Não resisti. Li-o num dia.
Na segunda-feira (continuo na cidade) fui à biblioteca e trouxer todos os livros que encontrei do Daniel Pennac. Infelizmente só dois. “A Vendedora de Prosa” que li hoje e adorei, e “Excelentíssimas Crianças” que vou ler amanhã, mas já estou a adorar.
Lembro-me de o ler, é uma memória em segunda mão, mas lembro-me. O espanto, a felicidade de conseguir juntar as letras e formar palavras, de deixar de depender das minhas irmãs para me contarem histórias. Tinha acabado a primeira classe e já conseguia ler. A partir desse momento, nunca mais parei.
Não imagino como terias sido a minha vida se os livros não existissem. Quando as coisas estavam negras, quando as situações eram insuportáveis, os livros eram a portas para outros mundos, mundos onde os meus problemas não existiam, onde aconteciam aventuras, onde as histórias acabavam sempre bem.
Se é verdade que a história da minha vida dava um livro, ou mesmo dois ou três, é ainda mais verdade que não teria sobrevivido às histórias da minha vida se não tivesse livros para me consolarem e me transportarem para longe de mim.
Hoje, encontro nos livros personagens, histórias, imaginários, visões do mundo, mas, principalmente, o prazer de ler.
Recentemente uma amiga veio visitar-me e trouxe-me uma mala cheia de livros. É que morar no campo tem os seus inconvenientes, um deles é não ter uma biblioteca perto.
Para quem lê como eu – eu leio como respiro – é impossível pensar em comprar todos os livros que quero ler. Durante anos fui visita assídua da biblioteca mais próxima, agora, dependo dos amigos para me emprestarem livros.
Na mala estava um livro para crianças intitulado “Cão Cabeçudo” de Daniel Pennac. Adorei. Adorei a história, chorei que me fartei. Adorei a relação/visão do senhor Pennac com os cães.
No sábado passado, vim à cidade e uma amiga pediu-me que devolvesse à biblioteca uns livros que ela tinha trazido. Entre eles estava “A Fada Carabina” do senhor Pennac. A edição tinha na capa um desenho que lembrava as ilustrações dos livros infantis. Não resisti. Li-o num dia.
Na segunda-feira (continuo na cidade) fui à biblioteca e trouxer todos os livros que encontrei do Daniel Pennac. Infelizmente só dois. “A Vendedora de Prosa” que li hoje e adorei, e “Excelentíssimas Crianças” que vou ler amanhã, mas já estou a adorar.
Sem comentários:
Enviar um comentário