
O cão passou a noite a uivar e a ganir. Eu estava duplamente desesperada; desesperada com os uivos do cão que não conseguia calar, desesperada por incomodar a vizinhança. Do andar de cima chegava-me o som de qualquer coisa a bater no chão a cada gemido do cão.
Comecei o dia a deitar na caixa de correio do andar de cima um bilhete de desculpas. À noite o vizinho chamou-me ao portão. Vinha pedir desculpas pelas batiditas no chão. Ai que vizinho! Além de bonitão e charmoso é simpático! E gosta de cães!
Se a vida fosse um livro, de certeza que ia ter um romance com o vizinho. Se fosse um filme (daqueles que passam na televisão ao fim de semana), havíamos de casar e ser felizes para sempre.
Mas como a vida é só vida, ele tem uma senhora cujo sono é sagrado, e por isso é que bateu no chão, mas está arrependida e pede desculpa.
Comecei o dia a deitar na caixa de correio do andar de cima um bilhete de desculpas. À noite o vizinho chamou-me ao portão. Vinha pedir desculpas pelas batiditas no chão. Ai que vizinho! Além de bonitão e charmoso é simpático! E gosta de cães!
Se a vida fosse um livro, de certeza que ia ter um romance com o vizinho. Se fosse um filme (daqueles que passam na televisão ao fim de semana), havíamos de casar e ser felizes para sempre.
Mas como a vida é só vida, ele tem uma senhora cujo sono é sagrado, e por isso é que bateu no chão, mas está arrependida e pede desculpa.
1 comentário:
Ainda bem, porque eu estava preocupada com isso. Os vizinhos são sempre uma chatice. Mas ainda bem.
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